Uma empresa pode ter metas claras, profissionais competentes e processos bem definidos.
Ainda assim, seus resultados podem ser afetados por conflitos que não são enfrentados, falhas de comunicação, centralização das decisões, dificuldade para delegar ou falta de clareza sobre o papel de cada pessoa.
Alguns problemas aparecem claramente.
Outros são percebidos apenas pelas consequências:
É comum tentar resolver essas situações mudando processos, criando regras ou substituindo pessoas.
Às vezes isso funciona.
Em outras, o mesmo problema reaparece com uma nova forma, porque sua origem não estava apenas no processo.
Uma organização também é formada por relações, histórias, expectativas, comportamentos, percepções e formas de exercer autoridade.
O que acontece entre as pessoas também participa dos resultados da empresa.
A abordagem sistêmica observa a organização como uma rede de relações interdependentes.
Uma decisão da liderança influencia as equipes.
Uma dificuldade de comunicação entre dois setores pode afetar a experiência do cliente.
A falta de clareza sobre uma função pode provocar sobrecarga, conflitos e perda de produtividade em diferentes áreas.
Da mesma forma, determinados comportamentos individuais podem ser reforçados pela própria cultura da organização.
Por isso, em vez de observar apenas quem está envolvido no problema, buscamos compreender:
É compreender melhor o sistema para construir mudanças mais consistentes.
Para quais organizações esse trabalho pode fazer sentido?
Não existe uma solução única.
Cada intervenção parte da realidade da organização.
O trabalho não começa por uma palestra pronta ou uma dinâmica escolhida antecipadamente.
Começa pela escuta.
A organização apresenta seu contexto, os desafios percebidos, as pessoas envolvidas e aquilo que deseja desenvolver ou transformar.
Observamos áreas impactadas, relações envolvidas, tentativas já realizadas, momento da empresa e resultados esperados.
Essa etapa ajuda a diferenciar o problema aparente daquilo que realmente precisa ser trabalhado.
A partir dessa análise, é estruturada uma proposta de atuação adequada ao contexto.
O trabalho pode acontecer por meio de:
Conteúdos personalizados sobre comportamento, relações, liderança, cultura organizacional, mudanças e pensamento sistêmico.
Trabalho direcionado aos desafios que surgem quando família, gestão, patrimônio e continuidade do negócio ocupam o mesmo sistema.
A intervenção é conduzida de acordo com os objetivos definidos, considerando a realidade, a linguagem e as pessoas da organização.
O formato, número de participantes e duração são definidos somente depois da compreensão inicial da necessidade.
Uma liderança influencia diretamente a forma como as pessoas se comunicam, tomam decisões e respondem aos desafios.
Uma liderança pouco clara pode gerar insegurança.
Uma liderança excessivamente centralizadora pode impedir que a equipe desenvolva autonomia.
E a dificuldade de enfrentar conflitos pode transformar pequenos desconfortos em problemas maiores.
O desenvolvimento de lideranças pode trabalhar questões como:
O objetivo não é criar um modelo ideal de líder.
É ajudar cada profissional a compreender como lidera, quais efeitos produz e o que pode desenvolver.
Desenvolvimento de equipes
Reunir pessoas não significa construir uma equipe.
Uma equipe começa a se fortalecer quando seus integrantes compreendem o objetivo comum, reconhecem suas responsabilidades e conseguem trabalhar com as diferenças.
O processo pode observar como o grupo:
Não se trata de construir uma equipe sem conflitos. Trata-se de desenvolver capacidade para atravessá-los sem perder o propósito comum.
Empresas familiares possuem forças importantes: vínculo, continuidade, conhecimento acumulado, confiança e senso de pertencimento.
Ao mesmo tempo, relações familiares e profissionais podem se misturar.
Uma discussão sobre gestão pode também envolver reconhecimento.
Uma decisão sobre sucessão pode ser interpretada como preferência, rejeição ou perda de espaço.
Um familiar pode ocupar determinado cargo na empresa e continuar sendo tratado apenas a partir do papel que possui dentro da família.
Quando esses contextos se confundem, podem surgir:
A abordagem sistêmica ajuda a compreender essas relações respeitando a história da família sem permitir que ela determine silenciosamente todas as decisões da empresa.
Cultura não é apenas aquilo que a empresa declara.
É aquilo que ela pratica, reconhece, recompensa e permite.
Ela aparece na maneira como:
Por isso, transformar a cultura organizacional exige mais do que criar novos valores ou uma nova mensagem.
Exige transformar comportamentos que acontecem no cotidiano.
Dependendo do contexto e dos objetivos definidos, o trabalho pode contribuir para:
Não existe garantia de um resultado único ou imediato.
O trabalho cria condições para que a organização compreenda melhor seus desafios e consiga construir movimentos mais consistentes a partir dessa compreensão.
Desenvolvimento organizacional não significa diagnosticar ou corrigir pessoas.
Este serviço não deve ser utilizado como:
Questões técnicas, jurídicas, financeiras ou operacionais também podem exigir profissionais especializados nessas áreas.
A atuação sistêmica concentra-se especialmente nas relações, comportamentos, comunicação, liderança, cultura e dinâmicas organizacionais.
Josiane Ferreira é psicanalista, mentora sistêmica, consultora e palestrante.
Sua trajetória profissional começou no Serviço Social e passou por uma extensa experiência em gestão sistêmica empresarial em uma indústria de grande porte.
Ao longo de sua atuação, integrou conhecimentos sobre comportamento humano, pensamento sistêmico, mudança generativa, comunicação, cultura organizacional e desenvolvimento de pessoas.
Também atuou como professora em programas de pós-graduação e desenvolvimento profissional vinculados a instituições como SENAI, FIESC, SEBRAE, IEL e Anhanguera.
Essa combinação entre experiência organizacional e desenvolvimento humano permite observar tanto as necessidades objetivas da empresa quanto as relações que participam dos desafios apresentados.
Porque pessoas e resultados não são dimensões separadas.
Eles se influenciam o tempo todo.
É uma atuação que observa a organização considerando as relações entre pessoas, liderança, comunicação, cultura, responsabilidades e contexto.
Em vez de analisar somente um problema isolado, busca compreender como diferentes elementos da organização participam da situação.
Não.
O trabalho pode ser desenvolvido com empresas de diferentes portes, equipes, lideranças e organizações em momentos de crescimento, mudança ou profissionalização.
Empresas familiares possuem uma abordagem específica porque relações afetivas, profissionais e patrimoniais podem se sobrepor.
Sim.
O trabalho pode ser direcionado exclusivamente a fundadores, sócios, gestores ou profissionais que ocupam posições de liderança.
Sim.
Palestras fazem parte dos formatos disponíveis e podem ser desenvolvidas de acordo com o público, o tema e os objetivos da organização.
Não.
Trata-se de um trabalho de desenvolvimento humano e organizacional.
Questões terapêuticas individuais devem ser tratadas em um acompanhamento apropriado e escolhido pela própria pessoa.
A conversa inicial existe justamente para isso.
Primeiro é compreendido o contexto e o desafio da empresa. Depois, é indicado o formato mais adequado: consultoria sistêmica, desenvolvimento de liderança, trabalho com equipes, palestra ou outra composição possível.
Não existe uma atuação responsável capaz de prometer uma organização sem conflitos.
O objetivo é desenvolver percepção, comunicação e recursos para que divergências e desafios possam ser conduzidos de forma mais consciente e produtiva.
Dependendo do objetivo, do formato e do número de participantes, parte do trabalho pode ser realizada online. A modalidade mais adequada é definida durante a conversa inicial.